11 maio, 2009

Escritas palabras


Há nela uma dor calada, um suspiro doído que leva ao mundo uma angústia antiga.

Pergunto-me como ela consegue seguir com tanto peso nos cestos, como pode caminhar com pés tão trôpegos, carregar tamanha ausência de ser.

Ela sorri forçada, abraça o outro com feicidade dissimulada, olha nos olhos deles à procura de respostas que nunca virão.

Carrega em si um fardo. Existir.

Suas narinas já não respiram há muito um ar livre de lembranças, ao contrário, a cada inspirar uma nova recordação perdida, a cada expirar, uma canção morrida.

E segue assim, nas ausências, nas reentrâncias de si mesma, ruminando o que já não lhe resta.

3 comentários:

BETO PALAIO disse...

Luazinha, muito bom ler você e saber que está amando loucamente... Sim, porque um texto assim só quem ama é que escreve... Bjs

Almanaque disse...

Olá Luarzinha do meu coração! Vim agradecer sua visitinha naquele abandonado almanaquinho! Fiquei muito feliz pela lembrança dos bons tempos. E veja se não encontro outro desaparecido: o Betão, aqui... Abraço pros dois! Parabéns pelas talentosas letras harmoniosamente juntadas!

Almanaque disse...

Olá Luarzinha do meu coração! Vim agradecer sua visitinha naquele abandonado almanaquinho! Fiquei muito feliz pela lembrança dos bons tempos. E veja se não encontro outro desaparecido: o Betão, aqui... Abraço pros dois! Parabéns pelas talentosas letras harmoniosamente juntadas!